Proposta para certificar software nacional entrará em consulta pública

Proposta para certificar software nacional entrará em consulta pública

Empresários do setor vão poder analisar metodologia sugerida pelo IT Maior antes de programa entrar em vigor.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) promete colocar em consulta pública no próximo mês o programa Certificação de Tecnologia Nacional de Software e Serviços (Certifics), que beneficia o produto brasileiro nas compras governamentais. Durante 30 dias empresas do setor poderão opinar e dar contribuições para a proposta do governo federal que deverá entrar em vigor por meio de uma portaria do MCTI

A Certifics é uma das ações do Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), lançado na manhã desta segunda-feira (20/08), em São Paulo, pelo ministro da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), Marco Antonio Raupp.

Segundo o MCTI, o objetivo da Certifics é identificar, credenciar e diferenciar o software e seus serviços, gerando valor local e competitividade global para o Brasil. Essa avaliação será realizada pelo Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer).

Durante a apresentação do TI Maior para empresários do setor, o ministro do MCTI, Marco Antonio Raupp, destacou que a certificação amplia os benefícios da Lei 12.349/2010, que dá preferência de compras para produtos e serviços nas licitações do governo.

Entretanto, Raupp informa que a certificação não se destina apenas para empresas brasileiras. Companhias multinacionais que desenvolvem software no Brasil também podem buscar o novo selo.

O secretário de Políticas de Informática do MCTI, Virgílio Almeida, acrescenta que o plano da certificação é também atrair centros de pesquisas e desenvolvimento de fabricantes de software internacionais.

Nesse caso, o CTI Renato Archer se encarregará de fazer inspeção nos programas das multinacionais interessadas em participar desse processo para medir o índice de nacionalização.

Almeida informa que a certificação de software de multinacionais com desenvolvimento parcial no Brasil terá de atingir uma taxa de nacionalização acima de 50%. “Sabemos que é irreal exigir desenvolvimento de 100% no Brasil”.

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Fonte: http://computerworld.uol.com.br

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